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No contexto da quarta edição do CGS Rio e do décimo evento organizado pela CGS Events no Brasil, foi realizada uma conversa com Elizabeth Leiva Goycochea, executiva da indústria de gaming com mais de 25 anos de experiência e fundadora da CGS Events, organização especializada no desenvolvimento de conferências estratégicas para executivos C-level, autoridades governamentais e líderes da indústria.
Durante um coquetel realizado após o evento, Leiva compartilhou sua avaliação desta nova edição e sua visão sobre o momento que o mercado brasileiro de gaming está atravessando.

Um ponto de encontro para a indústria
Segundo a fundadora da CGS Events, a edição 2026 do CGS Rio confirmou que o mercado de apostas no Brasil está entrando em uma fase de maior maturidade e consolidação.
“O que vimos no Rio não foi simplesmente um evento, mas um verdadeiro ponto de encontro de mais de 200 executivos ao longo do dia, incluindo reguladores, operadores, provedores de tecnologia e especialistas em compliance. O nível das conversas demonstrou que a indústria está passando de uma fase de expectativa para uma etapa de construção real do mercado regulado”, afirmou Elizabeth Leiva Goycochea.
Para a executiva, o encontro se consolidou como um fórum interdisciplinar e interinstitucional onde governo, reguladores, operadores e especialistas do setor constroem diálogo e visão estratégica para o desenvolvimento do mercado.
Painéis técnicos e liderança para uma indústria em evolução
O programa da conferência reuniu painéis de alto nível técnico e debates sobre temas-chave como jogo responsável, regulação, compliance, inovação, liderança e sustentabilidade do setor.
Entre os destaques do evento, Leiva mencionou a participação de Paulo Horn, presidente da Comissão de Jogos e Loterias da OAB-RJ; Giovanni Rocco, representante do Ministério do Esporte; Plínio Augusto Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL); e Bárbara Teles, representante da Playtech Brasil. Durante o painel, analisaram como a articulação entre o setor público, o investimento privado e o turismo pode impulsionar as economias locais e regionais.
O evento também contou com um segmento de liderança conduzido pelo conferencista Iuri Castro, ex-representante do Ministério da Fazenda do Brasil, além da participação de Hazenclever Lopes Cançado, presidente da LOTERJ, que destacou a importância do desenvolvimento futuro da indústria de cassinos no país.
Um dos momentos mais celebrados foi a conversa com Susan Bala, representante da Advanced Compliance Technology (ACT); Witoldo Hendrich Júnior, representante da Hendrich Advogados; e Luciana Hendrich, representante da Cledx.
Os especialistas analisaram as semelhanças e diferenças entre os processos regulatórios da América do Norte e do Brasil, duas regiões que avançam rumo a mercados mais estruturados, mas que enfrentam desafios específicos.
Um novo formato para as conferências CGS
Para este ano, a CGS Events também anunciou a introdução de um novo formato em suas conferências, pensado para responder às necessidades de um mercado cada vez mais profissionalizado.
Segundo explicou Elizabeth Leiva Goycochea, o primeiro dia será dedicado a um programa completo de conferências onde serão analisados temas comerciais, operacionais e publicitários, além de tendências do mercado local e internacional, segurança e compliance.
“O segundo dia estará focado na parte prática e de negócios, com workshops especializados e um showroom de soluções onde as empresas poderão apresentar tecnologias e serviços, sem perder de vista o mais importante do setor: as conexões e o networking”, detalhou.
Um momento de avanços… e também de debate
Durante a conversa, a executiva também se referiu ao contexto político que o Brasil atravessa e aos comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o crescimento do setor de apostas e a possibilidade de restringir determinados jogos digitais.
Esses comentários poderiam gerar preocupação em parte do setor regulado, mas Leiva considerou que o momento deve ser analisado a partir de uma perspectiva mais ampla.
“O Brasil acaba de construir um sistema regulado com licenças, investimento, cumprimento normativo e geração de impostos. Este mesmo governo emitiu a regulamentação em 2023, gerando resultados fiscais muito positivos para a economia brasileira. Portanto, não deve ser interpretado como um retrocesso ou um ataque ao setor, mas sim como uma etapa de estabilização na qual ainda surgem debates políticos e sociais sobre como o modelo deve evoluir, especialmente no contexto de uma campanha política.”
A executiva acrescentou que esse tipo de discussão também pode estar relacionado a debates mais amplos de caráter técnico, econômico e social sobre o futuro do gaming no Brasil. Entre eles estão o combate ao jogo ilegal e a possibilidade de desenvolver novas verticais, como bingos e cassinos físicos integrados ao turismo, uma proposta que o Congresso brasileiro analisa há anos.
O desafio do diálogo institucional
Para Elizabeth Leiva Goycochea, o desafio atual da indústria não é retroceder, mas aperfeiçoar o sistema regulado e profissionalizar ainda mais o setor.
Isso implica fortalecer mecanismos de jogo responsável, melhorar a regulação da publicidade e da afiliação, reforçar os controles contra manipulação de apostas, combater o mercado ilegal e oferecer segurança jurídica às empresas que decidiram investir no mercado brasileiro.
Um encerramento característico: o segmento Chat & Wine
O evento foi encerrado com um dos segmentos mais característicos do CGS Rio: Chat & Wine, um espaço pensado para conversas abertas entre líderes da indústria em um ambiente mais descontraído, mas igualmente estratégico.
Segundo explicou Leiva, esse formato nasceu há cinco edições e se tornou um dos momentos mais esperados do evento. Os painelistas são selecionados junto aos patrocinadores, os temas são definidos de forma colaborativa e o público participa ativamente do debate.
“É um espaço onde todas as opiniões são bem-vindas. Um diálogo aberto, respeitoso e estratégico que não existe em outros formatos da indústria. É uma inovação em outro nível”, concluiu.
Próxima parada: CGS Brasília
Por fim, Elizabeth Leiva Goycochea convidou os atores da indústria a participarem do próximo encontro organizado pela CGS Events, CGS Brasília, que será realizado nos dias 5 e 6 de maio de 2026.
O evento buscará continuar fortalecendo o diálogo entre indústria e autoridades em um momento-chave para o desenvolvimento e a compreensão do setor dentro do ambiente governamental brasileiro.
Mais informações estão disponíveis no site oficial do evento.